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as Bahamas | as ilhas | como chegar | o que fazer | programe-se | operadoras
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história

Para o observador casual em Nassau/Paradise Island, a influência britânica é fácil de ser notada. Os motoristas de automóveis no lado esquerdo da rua, os uniformes da Força Policial Real Bahamense, a cerimônia da mudança da guarda na Casa do Governo –estas coisas mostram que a Grã-Bretanha teve um grande papel na história de Nassau/Paradise Island.

O Oeste da África também influiu nesta área. Entre outras coisas, fica evidente no envolvente festival rítmico do Junkanoo, nos cantos nas igrejas e no johnny cake (bolo de milho), uma especialidade bahamense.

Apesar de Nassau/Paradise Island ter sido influenciada por outros países, como os Estados Unidos da América e o Haiti, sua cultura é distintamente bahamense –uma mistura única de tradições, crenças e costumes britânicos e africanos.

influência britânica

O porto de Nassau se encontra na ilha de New Providence, de 34 quilômetros de extensão. A minúscula Paradise Island protege o porto de Nassau por uma extensão de cinco quilômetros. Este porto protegido atraiu colonos desde seus primórdios. Quando colonos britânicos descobriram o porto no final dos anos 1600, alguns trocaram a ilha bahamense de Eleuthera por New Providence.

Em 1670, o rei Charles II da Inglaterra concedeu as ilhas das Bahamas a seis nobres britânicos chamados Proprietários. Estes homens trouxeram colonos britânicos das Bermudas para a ilha de New Providence. Nela eles construíram um forte e uma cidade, que batizaram de Charlestown, em homenagem ao rei Charles II. Vários anos depois, a cidade foi rebatizada como Nassau, em homenagem a William, príncipe de Orange e Nassau e sucessor do trono da Inglaterra.

Apesar de alguns agricultores religiosos de Eleuthera terem vivido em Nassau, grande parte de sua população era composta de piratas, corsários ou wreckers (aqueles que atraíam os navios aos recifes e então saqueavam a carga dos naufrágios resultantes). Em uma tentativa de impedir os saques, frotas espanholas e francesas atacaram e destruíram Nassau periodicamente ao longo dos anos seguintes. Mas os cidadãos fora-da-lei sempre voltavam e reconstruíam a cidade portuária.

Em 1718, a Grã-Bretanha declarou as Bahamas uma colônia da coroa e nomeou o ex-corsário Woodes Rogers como seu primeiro governador real. Rogers expulsou os piratas de Nassau, restaurou a lei e a ordem e construiu o Forte Nassau.

Após concluir sua missão, Rogers deixou as ilhas, mas voltou em 1729 a pedido dos bahamenses. Ele abriu a primeira Casa da Assembléia nas Bahamas e presidiu a colônia até sua morte. A assembléia adotou o lema oficial de Rogers, “Expulsis Piratis, Restituta Commercia”, que significa “Piratas Expulsos, Comércio Restaurado”.

Durante a Guerra da Independência, legalistas britânicos em fuga dos Estados Unidos se estabeleceram em Nassau, nos anos 1770. Eles somaram à arquitetura, população e prosperidade da cidade. Durante a Guerra Civil Americana e a Proibição, Nassau cresceu e prosperou já que estava situada em uma posição ideal para o envio aos Estados Unidos de bens proibidos.

Como Nassau é a capital das Bahamas e sempre contou com grande parte da população do país, sua história está intrinsecamente ligada à história do país.

população & herança

Aproximadamente 172 mil pessoas vivem na área de Nassau/Paradise Island, com a maioria delas residindo em Nassau, a capital. Os atuais bahamenses têm uma rica herança cultural trazida por seus ancestrais quando imigraram para as Bahamas.

Os imigrantes britânicos se estabeleceram pela primeira vez na área de Nassau/Paradise Island nos anos 1660. Alguns eram peregrinos que deixaram a ilha próxima de Eleuthera devido ao solo de New Providence ser melhor para a agricultura. Outros vieram das Bermudas para estabelecer um porto comercial, que no final batizaram de Nassau.

Em 1773, a população bahamense, a maioria vivendo na ilha de New Providence, cresceu para cerca de 4 mil, com uma proporção quase igual de brancos e negros. Então, os legalistas que eram contrários à independência dos Estados Unidos partiram de lá rumo às colônias pró-britânicos nas Bahamas. Muitos eram ricos donos de plantações que, juntamente com seus escravos, se instalaram em New Providence. Em 1785, a população bahamense tinha dobrado e os negros superavam em número os brancos pela primeira vez.

Entre 1808 e 1860, quase 6 mil africanos se instalaram em New Providence. Eles foram trazidos pelas patrulhas navais britânicas que os libertaram dos navios estrangeiros de escravos. A maioria dos negros libertados vivia em Nassau. Mas, nos anos 1830, havia pelo menos oito aldeias localizadas em outras partes de New Providence onde negros livres viviam.

Trabalhadores especializados da China, Grécia, Líbano e Índias Ocidentais migraram para New Providence no final do século 19 e início do século 20 para atender a demanda por mão-de-obra. Devido aos problemas econômicos e turbulência em seu país natal, os haitianos começaram a migrar para Nassau/Paradise Island nos anos 1950.

O amistoso povo bahamense têm uma cultura e história como nenhum outro. É uma mistura única de pessoas que colonizaram as ilhas –especialmente os britânicos e africanos.

piratas

Apesar de ser fato documentado que piratas usaram Nassau como base de operação dos anos 1600 aos anos 1700, é difícil separar as lendas em torno de suas vidas dos fatos históricos.

Edward Teach, ou Barba Negra como era chamado, ficou conhecido em todo o mundo por sua sede de sangue. Um homem grande, ele provocava medo em todos aqueles que se deparavam com ele, inclusive sua tripulação. Segundo alguns relatos, Barba Negra entrelaçava cânhamo em seu cabelo e o queimava para assustar os navios. Outros relatos diziam que o entrelaçava em sua barba e o queimava.

Há muitas lendas sobre Barba Negra capturando alguns navios sem disparar um só tiro, porque os capitães mercantes simplesmente se rendiam assim que o reconheciam. Ele foi tão poderoso que nomeou a si mesmo governador de Nassau e governou a cidade por alguns anos, até que Woodes Rogers o expulsou.

“Calico Jack” Rackman (assim chamado por causa das calças estampadas que vestia) foi um famoso pirata que navegou as águas ao redor de Nassau/Paradise Island. Alguns acreditam que ele criou a bandeira de crânio e ossos cruzados, símbolo que todos os piratas adotaram posteriormente. Mas a maioria dos piratas tinha sua bandeira individual, de forma que era improvável que içassem a bandeira pirata mostrada atualmente nos filmes.

Calico Jack é mais conhecido pelo seu relacionamento com Anne Bonny e Mary Read, as únicas mulheres piratas conhecidas. Quando elas iniciaram suas carreiras como piratas, as mulheres se disfarçavam de homens. Os demais tripulantes admiravam sua bravura e acreditavam que fossem homens. Anne e Mary acabaram navegando na região de Nassau/Paradise Island a bordo do navio de Calico Jack. Em tempos de batalha, elas vestiam trajes masculinos. Em tempos de paz, usavam vestidos a bordo.

Segundo a maioria dos relatos, Anne foi amante de Calico Jack, enquanto outros dizem que Mary era a sua amante. Mas a maioria concorda que as duas serviram no navio de Calico Jack ao mesmo tempo e eram boas amigas.

turismo

O turismo, grande parte dele concentrado em Nassau, cresceu lentamente na primeira metade do século 20. Nos anos 50 e 60, os turistas passaram a procurar os novos resorts a oeste de Nassau, em Cable Beach (que recebeu este nome devido ao cabo do telégrafo ter sido instalado primeiro lá, em 1892). Os turistas então passaram a ser atraídos para Paradise Island nos anos 60 e 70, em parte devido ao governo ter construído em 1966 uma ponte ligando Nassau àquele ilha.

Antes de Huntington Hartford ter comprado e desenvolvido Paradise Island nos anos 60, ela era chamada de Hog Island e era basicamente uma ilha agrícola. Com suas belas praias e localização ideal, Paradise Island logo atraiu outros investidores como Merv Griffin, Donald Trump e Sol Kerzner, que desenvolveram hotéis de luxo e resorts fabulosos que dominam a ilha e a tornam um dos destinos mais procurados atualmente.

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